O post da Maria Andrade, De novo a Fábrica de Santo António.fez-me
decidir apresentar este meu prato coberto que apesar de se encontrar no alinhamento das
publicações há já algum tempo, foi ficando para trás sem motivo nenhum
especial. Não podia perder a
oportunidade criada agora pelo já
referido post para o mostrar.
Pelo muito que fui lendo e
vendo, habituei-me a pensar nele como sendo produção de Miragaia. Encontrei, por
exemplo, semelhanças na última travessa deste post que o Luís nos mostra. Repare-se, que apesar
de na minha peça, não haver a palmeira que surge por trás do casario, a semelhança
das árvores que o ladeiam é evidente. Até na caraterística inclinação de uma
das árvores há semelhanças.
Outra peça que me levou a pensar em
Miragaia como possível origem do prato em questão foi este galheteiro da Maria
Andrade. As flores que decoram o lado mais curto do prato, que é
retangular e com os cantos arredondados
são muito semelhantes às flores do galheteiro.
Por fim, a pega
da tampa que está inserida em quatro folhas relevadas. Não me recordo de ter visto uma assim. As estrias e o formato
fazem-me lembrar os chapéus dos doutoramentos Honoris Causa de algumas
universidades:).
Miragaia?
Santo António de Vale da Piedade? Não serei eu certamente a ter a resposta. Se
é que a há. Foram tantas as fábricas e/ ou manufacturas a laborar naquela
região, que muito se terão influenciado mutuamente, por vários motivos, como já
foi sendo referido por aqui. A mim, resta-me o grato prazer de poder desfrutar
destas belas peças.
E realmente que bela peça! Parabéns, é lindíssima!
ResponderEliminarCom as férias quase a acabar desejo-lhe um bom ano de trabalho, sem muitos cortes...
Cumprimentos,
Ana Silva
Muito obrigada Ana Silva. Desejo-lhe também um bom ano, apesar dos cortes. A esses, não escapamos :)
EliminarQue peça fantástica é este prato coberto, Maria Paula!
ResponderEliminarEu também o tomaria por Miragaia, as tonalidades de azul parecem mais discretas do que as de Santo António e as flores são mesmo do tipo Miragaia. Tenho pena de não ter aqui comigo o meu catálogo da Fábrica de Miragaia para fazer comparações mas é essa a minha convicção. Mesmo que tenha sido fabricada em Santo António de Vale da Piedade, esse facto não lhe retira valor e carisma e a matriz é sempre a mesma: o motivo "País" introduzido por Miragaia por imitação da faiança inglesa azul e branca...
Parabéns e obrigada pela partilha!
Beijos
Olá Maria Andrade
EliminarParece que aos poucos vamos retomando os nossos lugares :)Em setembro acabam-se-nos as folias :)
Foram precisamente as semelhanças que fui encontrando entre este prato e as várias peças que fui vendo no seu blog e no do Luís que me levaram a pensar nesta peça como sendo de Miragaia.Mas, como muito bem diz, não será demérito se for de Santo António de Vale da Piedade.Aliás, se bem pensarmos,estas duas fábricas, apesar de separadas pelo rio Douro,ficavam muito próximas uma da outra, situação, que deve ter facilitado mútuas influências e originado peças muito semelhantes. A falta das marcas dificulta a identificação,mas também se torna num desafio muito estimulante.
Beijos
No catálogo da exposição sobre Miragaia, nº. 230, aparece um prato coberto, com um formato muito diferente do seu, mas logo na página a seguir, uma terrina, nº 233, tem o mesmo tipo de pega na tampa.
ResponderEliminarSeja lá o que for, este motivo País é uma beleza e morro de inveja de não ter nenhuma peça com esta decoração.
Bjos
Olá Luís:)
EliminarEu é que morro de inveja de algumas das suas peças:)
Sobre a origem deste prato coberto já tudo foi dito, mas creio haver evidências muito fortes de que será de Miragaia. Agradeço-lhe a informação sobre o catálogo da exposição sobre Miragaia e um bom recomeço
Beijos
Ola querida!!
ResponderEliminarQue terrina fantástica! As arvores dão um preenchimento tão bonito!!
Parabéns pela peça!!
Beijinhos
P.S. preciso de um favor... o seu email. Obrigado
Bem, este seu prato coberto faz-me ficar a suspirar.
ResponderEliminarBonito como só este motivo pode ser!
Seja Miragaia ou Sto. António é fantástico e nada o faz desmerecer da beleza que apresenta.
Os parabéns pela aquisição que é única.
Já não andam por aí muitas peças destas.
Obrigado pela partilha e, apesar de estarmos em tempo de final de folias, ainda me restam uns diazitos ... vou aproveitá-los!
Manel
Tive de entrar no meu email para lhe enviar este comentário porque os gatafunhos que me pediam para reproduzir eram de tal forma ilegíveis que desisti à 3ª ... que raio de gatafunhos que inventam, não há robot nem ser humano que os consiga decifrar!
ResponderEliminarManel
:)Manel, já tinha desconfiado que lhe restariam uns diazitos de folia :) e, sim, esses gatafunhos são detestáveis.Muitas vezes, dou comigo a olhar e a tornar a olhar e no fim... erro! Grrrr :)
EliminarSabia que não ficaria indiferente a este prato. Este é dos motivos que nos apaixona a todos; pelos azuis, pela ingenuidade do traço e pela aura de mistério, que a falta da marca lhe confere.Já andei a espreitar as fotos do último post do Luís e escusado será dizer que fiquei maravilhada, com tudo o que as fotos deixam ver. Soberbas, a coleção e a colocação dos pratos!O anjinho pendurado no candeeiro é um requinte. Muitos parabéns.
Um abraço e muito obrigada pela maçada que teve para poder comentar este meu post.
Vir aqui a este seu canto tão tranquilo é sempre um prazer, e comentar o que quer que seja é um privilégio Maria Paula.
ResponderEliminarSe comento é porque me dá prazer fazê-lo, pois doutra forma não o faria.
Isto das "escritas" só "sai" quando há vontade e prazer em fazê-lo.
Espero que continue com este seu espaço tão aprazível
Manel
Assim,o Manel deixa-me sem palavras. Eu é que sou uma privilegiada em poder contar com a sua presença e com os seus comentários sempre tão sabedores e, quantas vezes, carregados com o seu humor muito característico que eu tanto aprecio.
ResponderEliminarUm bem-haja