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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cores de outono

Neste já quase inverno, mostro as cores de outono captadas em Sernancelhe, numa não muito distante e suave caminhada (apenas sete quilómetros), pela paisagem outonal mais bonita que alguma vez vi.

Foram quilómetros, ao longo de uma paisagem de seculares soutos  matizados em  tons de castanho, onde, os ouriços, aos milhares caídos pelo chão eram reis.

Percebe-se nestas paisagens a rudeza e a dureza da vida “…pobrinha, castigada pelo meio natural””, que Aquilino Ribeiro refere no  romance  "Terras do Demo" e que, ainda hoje se vão mantendo, apesar de disfarçadas com as comodidades da vida moderna.

Mas nem só com a beleza dos soutos nos encantámos. Os cogumelos, apesar  do adiantado da época fizeram as delícias dos seus apreciadores. Apanharam-se boletos, míscaros, sanchas e outros, enquanto se trocavam receitas e opiniões sobre a toxicidade ou não de alguns espécimes. Eu limitei-me a fotografá-los e a prometer aos micólogos mais insistentes que qualquer dia me iria atrever a provar tais iguarias. Escusado será dizer que me lembrei muito da Maria Andrade a quem dedico a foto abaixo.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dançando ao vento

Num outono que teima em não aparecer e num época de árduo e inglório trabalho, revisito alguns locais que calcorreei em outros tempos não muito distantes.

A foto que se segue, e a que dei o título "Dançando ao vento", foi tirada durante uma caminhada em plena serrania, da qual  já não recordo o nome.
Estes ramos secos e retorcidos, tendo a serra como cenário lembraram-me os movimentos graciosos do ballet clássico, e não resisto em fazer "dois em um" e juntar a este post  um video de um dos momentos do 4º ato do  Lago dos Cisnes.


 Margot Fonteyne e Rudolph Nureyev, é um par mítico para as pessoas da minha geração, que gostam de dança clássica, não só pelo grande virtuosismo das suas técnicas, mas também, pelas  histórias de vida de cada um deles, especialmente a dele que, nascido na Rússia Soviética, dá o "salto" para  Ocidente quando se encontrava em digressão em Paris. Já  em pleno aeroporto, para iniciar a sua viagem de regresso a Moscovo, quebra as barreiras de segurança e pede asilo político. Cresci e formei-me enquanto pessoa ouvindo e lendo comentários e críticas enaltecendo a obra destes dois bailarinos. Recordo que fiquei estupefacta quando descobri, que entre os dois, que interpretaram  essencialmente pares românticos havia uma diferença de vinte anos! Aqui fica um pas-de-deux memorável.

Tirada no mesmo dia, e ma mesma serra. Gosto do contraste entre os diferentes elementos e cores. O céu azul confunde-se com o verde da vegetação e cria a ilusão de uma linha curva. 



Estes troncos, não pertencem a nenhum dos cenários do filme "O senhor dos Anéis", mas antes, à Mata do Buçaco. Não será preciso uma mente muito fantasiosa, para  imaginar, neste lugar mágico, Elfos, anões e Orcs, a saltarem,  de cada um dos frondosos e, por vezes húmidos trilhos.
Vale a pena uma visita a este local, pelo seu  grande património botânico, arquitetónico, religioso, militar e histórico. O hotel, que já foi  palácio, é sublime! Só o conheço por fora ! :)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cogumelos...e não só.

Dando seguimento ao comentário que fiz ao post da Maria Andrade, sobre cogumelos e não só, mostro-vos hoje, duas fotografias que tirei na região do Douro. Atravesso tantas serras e vales, que nunca sei muito bem por onde ando, daí a falta de referências mais precisas.
Entusiasmo-me tanto com a beleza dos sítios que calcorreio, que me falta depois, disponibilidade mental para tirar notas, que depois, bem sei, me fazem falta.


Será este cogumelo um amanita muscaria? O tal das ilustrações dos livros infantis?

 
E este será um a que a Maria Andrade se refere como  lactarius deliciosus,?


As fotografias que se seguem, foram tiradas durante os passeios de fim de dia, que faço pelas imediações da minha casa.

Desde criança que as folhas me fascinam. Recordo-me do herbário que construí, nos tempos de estudante, e do prazer que sentia na recolha das diferentes folhas.


 Gosto do efeito, conseguido nesta fotografia. Parece um túnel de vegetação e não é. Coloquei a máquina ligeiramente inclinada, num muro e surtiu este efeito.


Correndo o risco de vos aborrecer, coloco só mais esta. Acho-a patusca. Tem qualquer coisa de humano :)
 Parece uma cabeça devidamente encapuzada. Apetece até agarrar num marcador e desenhar-lhe uma cara, sorridente de preferência.
Um abraço 
Maria Paula