Flores do jasmim - amarelo, que por não terem aroma, não concorrem com as espécies de flor branca, estas sim, de intenso odor, e por isso mesmo, indispensáveis na indústria da perfumaria. O jasmim sendo originário da China propagou-se por toda a península Ibérica, pela mão dos povos árabes, quando, em tempos remotos, estes, a colonizaram. O poeta sírio Nizar Kabbani, na sua obra magistral Mensaje de amor a España alude às marcas deixadas pela pela civilização árabe questionando num dos versos: "Acaso haveis ouvido falar de uma conquista que deixou atrás de si mil livros de poesia, mil alvercas de água e plantados mil pés de jasmim?"
O meu jasmim- amarelo que foi plantado junto ao estendal para o camuflar, volta e meia, mistura-se com a roupa estendida exigindo "um chega para lá" constante dos seus ramos. Confesso, que tive preguiça de apanhar a toalha que secava, não pensando na altura, que tal pormenor, poderia até, beneficiar a fotografia.
Em baixo, um botão de sardinheira fotografado numa recente manhã de chuva miudinha.
Rebentos da minha pitangueira que foi tratada com mil cuidados ao longo de todo o inverno, não me tendo eu, ainda, atrevido a mudá-la do vaso para o jardim. No próximo outono farei isso. Até lá, já sei que a espreitarei quase diariamente, esperando que, tal como na última primavera, ela floresça. Quanto a ter pitangas :) já sei que tão cedo isso não acontecerá.
Esta última fotografia não estava prevista para este post , mas uma vez que veio a propósito, aqui fica uma das três flores que a pitangueira deu o ano passado.
