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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Improvisos de Natal

 A todos os meus seguidores, leitores e queridos comentadores desejo um Natal muito Feliz.
O postal deste ano   surgiu da necessidade de improvisar uma caminha para o Menino Jesus do meu presépio, pois a original e comprada na época em que viva em Barcelos, partiu-se, nem eu sei muito bem como. O presépio por ali andou incompleto, durante uns dias, até que me lembrei desta base de uma pequena molheira em vidro, que me faz lembrar as peças da Marinha Grande, que andavam por casa dos meus pais quando eu era criança.Parece feita à medida. O formato também se adequa e gostei do efeito. 
Outras experiências se seguiram. Escolho mais uma, a que foi feita usando a  tampa de uma bomboneira, esta sim, da Marinha Grande com toda a certeza e comprada há alguns anos no Porto.
Renovo os meus votos de Boas- Festas, desejando a todos, os bens mais preciosos da vida. Paz, amor e saúde.

domingo, 30 de novembro de 2014

Jarro de água da Baccarat



Os vidros  são um assunto pouco abordado por este grupo de amantes de antiguidade e velharias que aqui se juntam na blogosfera, partilhando os seus achados. Apesar de eu só ter dedicado dois posts a este tema, não significa que goste menos destes objetos do que das porcelanas ou faianças. Então porquê este desequilíbrio? Creio que a principal causa é o meu desconhecimento sobre este assunto e portanto vou evitando a sua compra, não vá comprar gato por lebre. A segunda questão prende-se com o facto de as minhas compras serem feitas essencialmente pela internet e por este meio, só tenho  como referência a fotografia, o que para mim é pouco e  não basta para avaliar a peça.


Mas há uns largos  meses e talvez influenciada  por este blog, comprei este jarro de água . Bem, a marca também foi  determinante:) Afinal sempre é um Baccarat!  

A marca é mítica e sinónimo de luxo e glamour desde 1764. Comemoraram-se no mês passado, os seus duzentos e cinquenta anos de existência, com uma exposição retrospetiva no Petit Palais, em Paris, onde se exibem, até janeiro de 2015, cerca de duzentos e cinquenta das mais prestigiadas peças  Baccarat.

Este pesado jarro, a passar dos dois quilos apresenta a marca normalmente atribuída ao período entre 1930 e 1940, mas como em muitos outros casos, também aqui  as opiniões se dividem. Provado é  que a marca foi registada em 1860 em Paris, e que nesta data,  todas as peças eram marcadas com uma etiqueta em papel,  igual à que se vê na imagem abaixo. Em 1936, esta marca  em papel é substituída pela gravação do mesmo logótipo, na própria peça.


Imagem retirada da net
 Quanto ao resto, sabe-se que a Baccarat nasceu em consequência de uma grave  crise económica  provocada pelo encerramento das salinas (propriedade do bispado de Metz) existentes na região de Lorraine, o que levou o bispo  a desenvolver uma nova industria, na tentativa de minorar os efeitos daquele encerramento. A escolha do vidro prendeu-se com o facto de naquela região haver já uma manufactura  vidreira. Em outubro de 1764 Luís XV autoriza a criação da nova industria que se instalará em Baccarat. Esta opção está intimamente  relacionada com o conjunto das  matérias-primas  e outros recursos  existentes na região e indispensáveis à produção do vidro. Outro fator determinante foi o facto de Baccarat ser banhada pelo rio rio Meurthe, por onde era transportada por flutuação, a madeira necessária à alimentação dos fornos.  

Este jarro utilitário, apesar de aparentado na forma, com o célebre serviço Harcourt criado em 1841, não pertence à categoria dos objetos luxuosos que deram nome internacional à Maison Baccarat, nem tão pouco emite aquele som de corda de violino, tão caraterístico das finas peças de cristal. Mas o robusto restauro a que foi sujeito, confere-lhe uma graça especial. A enorme rachadela que vai da base até ao inicio da asa, está perfeitamente selada por estas tiras de uma liga que não consigo identificar e que alguém já sugeriu poder tratar-se de  prata, mas eu, não creio que seja. 

Consegui finalmente acabar este post! Com o meu pai já em casa, sabemos que o pior passou e finalmente, toda a família vai regressando às suas rotinas.
Fonte - Baccarat

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os frascos "Le Parfait"

Desde criança que me recordo destes frascos e consoante o hemisfério em que me encontrasse, lá estavam eles, ou cheios de geleia de marmelo, ou com compotas de mamão verde ou maduro. As mulheres emigradas para África, neste caso refiro-me a Angola, com grande mestria recriavam as suas receitas europeias utilizando os produtos locais, o que, quase sempre, resultava muito bem.

Os frascos " Le Parfait" têm a sua origem em França, na cidade  Reims e apareceram por volta de 1930, quando ainda não estava generalizado o uso do frigorífico. Daí o seu sucesso, pois, a célebre borracha cor de laranja, permitia que estes frascos fossem  fechados hermeticamente possibilitando desta forma, a conservação  prolongada dos alimentos.

Em baixo cartazes publicitários onde se reforça  a ideia de um sistema conservação que mantém a frescura e sabor dos alimentos aliados a um sistema de abertura fácil.
Imagem retirada daqui. Agradeço desde já a partilha.
Cartaz publicitário aos "Le Parfait". Foto retirada do eBay.fr
  O  design robusto, prático e ergonómico destes frascos foi também, seguramente, um fator de sucesso  desta marca. Curiosamente a concorrência "colou-se" a estes conceitos e criou o " Le Prartique", o " Le Meilleur" e o  "Le Triumph".

Escusado será dizer que tenho alguns destes frascos, e que quando fiz a pesquisa para este post é que descobri que tenho precisamente dois exemplares concorrentes. Aqui estão eles.



 Não uso estes frascos para conservar alimentos, mas tão só, para guardar legumes ou frutos secos, juntando assim a parte utilitária à decorativa. 
Decorei assim um recanto da minha cozinha, com estes frascos, sendo que alguns, já são uma variante mais recente destes modelos.