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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Divagações


Embora reconheça a importância de alguns dos Dias Mundiais que hoje proliferam pelo nosso calendário, não sou muito dada a atribuir-lhes demasiada atenção. Alguns, infelizmente, como é o caso do Dia Mundial da Criança, está completamente desvirtuado e é mais um dia de prendinhas completamente inúteis, a crianças que felizmente já têm tudo, ou quase tudo. Quanto ao Dia dos Namorados  :) sou de uma geração que na sua juventude nunca ouviu falar de tal e, pasme-se, se hoje me lembro, devo-o aos meus pequenos alunos que mo anunciam logo pela manhã, em grande agitação :)
O tema preferido das crianças neste dia. Corações, corações, corações
Mesmo assim cá estou eu a servir-me do tema "amor" para fazer o post  de hoje :) É que, dividida entre os  tarecos a mostrar, lembrei-me de umas fotografias que tirei há já alguns anos  e que serviram de suporte a esta exposição realizada há já alguns anos no Mosteiro de Tibães.Fiz estas fotografias à socapa de uma tia minha que se encantou com as divagações sobre o amor, e como vivemos muito longe uma da outra, enviei -lhas no dia do seu aniversário. Sei que ficou feliz. 
Estes excertos fazem parte da  obra enciclopédica Recreação filosófica ou Dialogo sobre a filosofia natural para instrucção de pessoas curiosas que não frequentarão as aula, do padre Teodoro de Almeida, iluminista português e estudioso em várias áreas do saber.


Não me atrevo a acrescentar nem mais uma vírgula a estas reflexões de alguém tão sábio e elevado cultural e intelectualmente. Mas  já que trouxe este assunto à baila, lembro Camões e o seu genial soneto das antíteses; Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente etc, etc, etc. É conhecido de todos nós, o soneto e o tema :)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Caminhos

Este post estava para ser ser feito antes da minha ida para férias mas, entre os almoços, lanches e jantarinhos com a família que vive mais ou menos distante, não tive tempo para o  fazer.
Serra de Montemuro. Ao longe vislumbra-se o rio Douro
Faço-o agora pois ainda é oportuno e  pretendo, então, com estas fotografias, simbolizar os diferentes caminhos que percorremos durante o louco mês de agosto, tendendo sempre a imaginar a teia complexa que obteríamos, se fosse possível registar graficamente o rasto do destino de cada um dos milhões de pessoas que se deslocam durante este mês.
Londres - Ponte Millenium
O nosso planeta ver-se-ia certamente, envolvido numa imensa renda feita de fios de todos os tamanhos, do  tamanho das distâncias das viagens de cada um e seria qualquer coisa como a imagem que mostro em baixo e representa as linhas,  pontos e círculos  imaginários da Terra.
Imagem retirada da net.
Sei que não irei a tempo de desejar boas férias a todos, mas desejo-vos que o regresso ao trabalho seja tão calmo e tranquilo, quanto as águas do mar que mostro na foto de baixo.
Viana do Castelo - Entrada na barra

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ilusões fotográficas


 Esta fotografias  tiradas há já alguns anos  criam uma certa  ilusão ótica a quem olha para elas. Este género de fotografias ou até pinturas sempre me agradaram. Gosto, de por momentos, ficar sem saber onde começa a ilusão e termina a realidade. 

A que se segue foi tirada no meio da maior multidão que alguma vez já estive.Refiro-me  nem mais nem menos ao Palácio de Versalhes, em pleno mês de agosto! Impróprio, para quem goste de visitas calmas, e com um ar decentemente respirável! Mas, por enquanto, não tenho alternativa :) este mês é o único em que tenho tempo para viajar.
A bola que remata o lustre, tem um gravado muito bonito, e foi precisamente quando tentava captar os seus pormenores, que percebi, que a fotografia tirada daquele preciso ângulo poderia resultar, pela ilusão ótica que causava e não pelo que primeiro motivo que atraiu a minha atenção.
A segunda fotografia, foi tirada em Guimarães no café Cinecitta, na muito bonita e animada Praça da Oliveira. Era domingo, havia futebol e esta é a combinação perfeita para um tarde mal humorada. Nestas situações, vale-me a minha máquina fotográfica :) Sentada na esplanada, aquele poster lá ao fundo, começou a dar outro sentido ao que via e ouvia. Um certo mundo masculino, sem dúvida estava ali representado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mãos que aprendem

Estas, são algumas fotografias que integram o Anuário de um não muito distante ano lectivo.
Nesse ano, lançaram-me um desafio. Ilustrar com fotografias, a secção do anuário referente à educação pré-escolar.Teria uma condição. Não revelar a identidade das crianças.
Fiquei encantada com a proposta.Até aí, só tinha tirado  fotografias no meu jardim-de-infância, para dar aos pais.Cogitava eu sobre que tipo de fotografias tirar, quando surgiu a ideia. Pois, se as primeiras aprendizagens da criança pequena, se fazem  a partir da experimentação e  manipulação dos objectos, e das sensações, que "elas"daí  extraem, seriam as suas mãos em plena actividade, que eu iria fotografar.O título surgiu de imediato " Mãos que aprendem"Nada mais representativo do trabalho que se faz (ou que se deveria fazer), nos jardins-de-infância.

As mãos da Ana Rita, fazendo digitinta, uma das técnica mais apreciadas pelas crianças, como é fácil de se compreender :)

As mãos da Beatriz e João, construindo o herbário.

O Carlos, em pleno esforço para segurar correctamente nos talheres
Quanto mistério não há dentro de uma abóbora, até se começar a remexer o seu interior, para depois, a avó,ou as mães, fazerem o doce.

 E correndo o risco de ser "chata" deixou mais uma. Novamente a Rita, menina despachada, que queria um céu estrelado, e como não  sabia pintar estrelas, contornou algumas,  recortou-as e colou-as. Ficou magnífico!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Companheiro de viagem

Por hábito, não fotografo  pessoas e muito menos à socapa. Sinto-me como se lhes roubasse a alma..Mas com esta criança não resisti...Viajámos juntos, de comboio, entre Bruxelas e Haia.Não nos conhecíamos.Mas como todas as crianças depressa entabulou conversa comigo.Para ele, não foi obstáculo a diferença de línguas.Passou grande parte da viagem(nos períodos em que não dormia no colo da mãe) a tentar ensinar-me a dizer as cores em holandês.Estendia-me um lápis de cor de cada vez, e ia enunciando o nome de cada uma delas: eu entrava no jogo e repetia, coisa que ele achava imensa piada.Houve muito desenho sarrabiscado por mim, para ele:desenhei ( logo eu que não tenho habilidade) gatos, cães, pássaros, carros, ...Quando a viagem acabou, levou consigo um bloco, cheio de desenhos que lhe fui fazendo. Eu, dele, trouxe o sorriso reflectido no vidro da janela.Hoje deverá ser um rapazinho dos seus oito ou nove anos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Coche

Fotografia tirada no Centro de Memória de Vila do Conde. Gostei do enquadramento do coche, nas portas azuladas e das traves brancas do tecto(será que são de madeira?).

domingo, 25 de abril de 2010

Vitral colorido

Adoro vitrais! E quando penso na arte, na técnica, precisão e paciência para executar tal técnica não posso deixar de me espantar. Quando entro numa igreja é das primeiras coisas que procuro. A luz que filtram é única. A minha máquina e a minha técnica não me permitem conseguir fotos com mais qualidade, mas mesmo assim deixo hoje aqui dois vitrais da Mesquita de Córodoba, que achei belíssimos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nó de marinheiro

Tive a minha primeira máquina fotográfica no dia em que fiz 17 anos! Quem ma dera ter hoje!Dentro de um estojo preto, era pesada e grande!! :) Mais tarde, ofereceram-me o flash, que era um corpo autónomo que encaixava na máquina.Já a recebi com o rolo colocado!As primeiras e únicas aulas de fotografia deu-mas o meu pai. Dizia-me ele, "o fotógrafo fica sempre de costas para a luz". Nunca mais parei de me interessar pela fotografia, tive até o privilégio de ser a fotógrafa do casamento do meu irmão:).Agora com as fotografias digitais tudo é mais fácil, e eu continuo com a mania da fotografia. Tenho imensas no meu PC; vou colocar aqui as que mais gosto, as que acho mais bonitas. Começo com estes nós de marinheiro, tirada numa réplica, de uma caravela quinhentista fundeada em Vila do Conde e actualmente um dos maiores simbolos desta cidade que, em tempos teve um dos maiores estaleiros navais do país. Hoje, Vila do Conde, exporta as melhores canoas para a competição de alto nível. Nas Olimpiadas de Pequim, apenas 2 canoistas não usavam canoas fabricadas em Vila do Conde