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domingo, 16 de março de 2014

É uma casa portuguesa com certeza


Os mais eruditos falarão em arte naïf ou kitsch. Eu falarei em gosto popular carregado de ingenuidade e forte fé católica, ou não fosse esta casa na Afurada, terra de pescadores, que sabem como ninguém, o que é a dureza da vida. 


Quem engendrou este painel consegui juntar dois dos elementos mais conhecidos e apreciados da nossa cultura popular. Os azulejos (este não é o S. José) e as andorinhas com poiso certo na maioria das nossas varandas tradicionais. Quem, da minha geração, não se lembra delas? As mais antigas que se conhecem são criação do Rafael Bordallo Pinheiro, mas rapidamente foram apropriadas pelo nosso artesanato popular, que, como em tantos outros casos, simplificaram o modelo original, difundindo-o e vulgarizando o seu uso.

Para mim é uma casa portuguesa com certeza. E como não podia deixar de ser...




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Casa que faz sonhar

O post do Luís, " A casa dos Cunha na Rua Direita de Chaves", catapultou alguns dos comentadores, para o mundo dos sonhos. O sonho de ter a casa X, num lugar de sua eleição.
Não comentei esse post, pois pouco teria a acrescentar, mas ele teve o condão de também me transportar até "à minha casa X".
E diga-se que tenho várias; uma, seria na minha longínqua terra natal  e teria com toda a certeza cancelas em madeira, pintadas de vermelho, outra,  poderia ser perto de uma qualquer praia, a terceira seria obrigatoriamente em Lisboa,no seu coração de preferência e,  por fim, uma muito velhinha, para que eu tivesse o prazer de a restaurar, sem lhe alterar a traça original, e ter o gosto de dar nova vida aos materiais que nela tivessem sido utilizados nesses tempos distantes.

Percebe-se, que não será por falta de sonhos, que serei infeliz  :)

Bem perto da minha casa, da verdadeira, existe uma, com a qual me "cruzo" todos os dias, e que também me faz sonhar, imaginando eu, o que faria, se ela fosse minha.
Tenho fotografias dela, ou melhor de pormenores.Não consigo uma boa fotografia de toda a casa. Falta de técnica e de ângulo:)
 Está abandonada há décadas. Está, agora à venda.
Ei-la!
O portão da entrada principal

A porta principal

Pormenor dos azulejos




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Basílica da Sagrada Família





A propósito da visita de Bento XVI a Barcelona, lembrei-me do quanto gosto da Basílica da Sagrada Família, e do pasmo que sempre sinto perante ela.
É nesses momentos que acredito, que haja mentes superiormente dotadas, às quais a vida, por vezes, dá oportunidade de se revelarem.
Confesso que enquanto escrevia este post, fui assaltada pela dúvida, quanto ao verdadeiro sentido da palavra pasmo. Teria um sentido pejorativo?
Fui ao dicionário claro, e quando vi como sinónimos, palavras como, admiração, assombro, espanto, todas as duvidas se dissiparam.
É mesmo assim que eu me sinto, as obras de Gaudi, que tive a felicidade de poder ver “in loco”.

A fotografia, como não podia deixar de ser foi tirada por mim, na única vez que entrei na Basílica da Sagrada Família.
Aguçaram-me a vontade de lá voltar a entrar, as imagens que vi na televisão a propósito da sua consagração.

Estou também atenta às polémicas sobre a sua conclusão. Deverá ser concluída ou não?
Desconhecia esta polémica, por isso, não tive oportunidade de reflectir sobre o assunto,mas, não sei porquê, sinto-me inclinada a pensar, que não deveria ser concluída.
Maria Paula