quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas Festas

 Desejo a todos um feliz Natal e que o Novo Ano resplandeça em todos os seus dias, da mesma forma que esta pequena flor, no alto da serra de Montemuro, o fez.
Maria Paula


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tigelas

As  duas peças, que mostro a seguir,vieram da casa da minha cunhada,juntamente com o escorredor de aguardente e foram das últimas coisas a serem descobertas na velha casa. Estavam escondidas num  armário, da grande cozinha. Já ninguém se lembrava da sua existência. Estavam lá estas, e muitas mais, todas muito antigas, muito esquecidas.

A que se segue, tem o  condão de me estar a despertar o gosto por este tipo de decoração, os esponjados.
Não  me sentia atraída por este género de borrões ou carimbos, Nunca comprei nenhuma peça assim decorada, nem tão pouco perdia tempo a olhar para elas.O certo é que agora, de tanto olhar para esta tigela, e também para algumas peças que a  Maria Isabel vai mostrando,começo a achar-lhes alguma piada.
Não está marcada.




Esta segunda peça  a que chamo saladeira, tem uma decoração invulgar, de inspiração oriental.Mal a vi lembrei-me das pequenas flores de cerejeira, símbolos do Japão.




Tem marca da Lusitânia. Também tenho cá em casa o  Dicionário de Marcas de Faianças e Porcelanas Portuguesas, mas a marca carimbada nesta peça não consta deste  livro.Só aparece uma marca correspondente a esta fábrica.É apresentada,como sendo dos  finais do séc. XIX, inícios do séc. XX. e, igualmente na cor verde.


 Não sei se vou dizer disparate,mas penso que esta marca poderá ser de uma fase mais recente.Parece-me muito mais elaborada do que a que consta no livro, e, não se porquê, acho que, quanto mais perfeita e elaborada for a marca, mais recente é a peça.Não tenho nenhum fundamento para pensar assim...
Um bom fim de semana
Maria Paula



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mãos que aprendem

Estas, são algumas fotografias que integram o Anuário de um não muito distante ano lectivo.
Nesse ano, lançaram-me um desafio. Ilustrar com fotografias, a secção do anuário referente à educação pré-escolar.Teria uma condição. Não revelar a identidade das crianças.
Fiquei encantada com a proposta.Até aí, só tinha tirado  fotografias no meu jardim-de-infância, para dar aos pais.Cogitava eu sobre que tipo de fotografias tirar, quando surgiu a ideia. Pois, se as primeiras aprendizagens da criança pequena, se fazem  a partir da experimentação e  manipulação dos objectos, e das sensações, que "elas"daí  extraem, seriam as suas mãos em plena actividade, que eu iria fotografar.O título surgiu de imediato " Mãos que aprendem"Nada mais representativo do trabalho que se faz (ou que se deveria fazer), nos jardins-de-infância.

As mãos da Ana Rita, fazendo digitinta, uma das técnica mais apreciadas pelas crianças, como é fácil de se compreender :)

As mãos da Beatriz e João, construindo o herbário.

O Carlos, em pleno esforço para segurar correctamente nos talheres
Quanto mistério não há dentro de uma abóbora, até se começar a remexer o seu interior, para depois, a avó,ou as mães, fazerem o doce.

 E correndo o risco de ser "chata" deixou mais uma. Novamente a Rita, menina despachada, que queria um céu estrelado, e como não  sabia pintar estrelas, contornou algumas,  recortou-as e colou-as. Ficou magnífico!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Resplendor


Chamo a esta peça, resplendor. Estará correcta a designação?
O termo resplendor,não se aplica só ao semicírculo, com raios luminosos, que encaixa na cabeça das imagens religiosas? Mas como resplendor significa , auréola, brilho,não se aplicará este termo, também, a  peças como esta?

A peça que aqui mostro,foi comprada por uma ridicularia, numa feira de angariação de fundos, que o "meu" agrupamento de escolas, realiza todos os anos. É uma actividade interessante,que envolve toda a comunidade escolar, e, onde se vende de tudo.Tudo, o que é oferecido pela própria comunidade.Dá uma trabalheira dos diabos,mas entre o  "tem que ser", e o divertido, lá vou participando todos os anos, como vendedora :) Este ano, calhou-me em sorteio, ficar na tenda dos livros usados.Tive sorte com a companhia, e com as vendas também.

Bom, a feira foi a um sábado, e eu, sem querer exagerar, acho que na segunda-feira seguinte, já estava à porta de uma casa de artigos religiosos, para mandar restaurar a peça.
Pediram-me 40€, pelo restauro. Intuitivamente, achei caro ( não ando a par do preço destes trabalhos), e hesitei..Justificaram, que seria utilizada folha de ouro e não purpurina, que a peça merecia, etc.. O certo, é que, com a vontade que estava em ver a peça restaurada, fechei os olhos, e concordei.
Quando a fui buscar, fiquei um bocadinho decepcionada. Achei-a demasiada dourada.
Hoje, que já se passaram uns três anos sobre a compra,parece-me, menos brilhante,consequentemente mais bonita. Não sei, se sou que já me habituei, ou, se o tempo, já conseguiu realmente esbater a cor.
Maria Paula

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Casa que faz sonhar

O post do Luís, " A casa dos Cunha na Rua Direita de Chaves", catapultou alguns dos comentadores, para o mundo dos sonhos. O sonho de ter a casa X, num lugar de sua eleição.
Não comentei esse post, pois pouco teria a acrescentar, mas ele teve o condão de também me transportar até "à minha casa X".
E diga-se que tenho várias; uma, seria na minha longínqua terra natal  e teria com toda a certeza cancelas em madeira, pintadas de vermelho, outra,  poderia ser perto de uma qualquer praia, a terceira seria obrigatoriamente em Lisboa,no seu coração de preferência e,  por fim, uma muito velhinha, para que eu tivesse o prazer de a restaurar, sem lhe alterar a traça original, e ter o gosto de dar nova vida aos materiais que nela tivessem sido utilizados nesses tempos distantes.

Percebe-se, que não será por falta de sonhos, que serei infeliz  :)

Bem perto da minha casa, da verdadeira, existe uma, com a qual me "cruzo" todos os dias, e que também me faz sonhar, imaginando eu, o que faria, se ela fosse minha.
Tenho fotografias dela, ou melhor de pormenores.Não consigo uma boa fotografia de toda a casa. Falta de técnica e de ângulo:)
 Está abandonada há décadas. Está, agora à venda.
Ei-la!
O portão da entrada principal

A porta principal

Pormenor dos azulejos




sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pratos Maria Isabel



Estes pratos foram comprados, porque me perdi de amores, por um grande prato, parecido com estes, que a Maria Isabel mostrou no seu blogue.
Como tenho sorte, passado dias, vi dois muito parecidos, à venda num dos sites de leilões, que por aqui pululam, e  que eu visito com alguma assiduidade, a maior parte das vezes, só para olhar.
Não perdi tempo, comprei-os de imediato, e na altura, disse à Maria Isabel que iria fazer um post para lhos mostrar. O tempo foi passando,e apesar de não me ter esquecido  do que dissera, outros "assuntos" surgiam,relegando est post, para o fim da lista :)



Hoje, seria imperdoável da minha parte não os mostrar.
Sou dona e senhora de dois lindos pratos, sei falar em fábrica de loiças do Outeiro, em Águeda,( e não só!) tudo, porque já não sei muito bem como, um dia descobri o Lérias e Velharias.
Um bem haja, Maria Isabel.
Bom fim de semana a todos

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cogumelos...e não só.

Dando seguimento ao comentário que fiz ao post da Maria Andrade, sobre cogumelos e não só, mostro-vos hoje, duas fotografias que tirei na região do Douro. Atravesso tantas serras e vales, que nunca sei muito bem por onde ando, daí a falta de referências mais precisas.
Entusiasmo-me tanto com a beleza dos sítios que calcorreio, que me falta depois, disponibilidade mental para tirar notas, que depois, bem sei, me fazem falta.


Será este cogumelo um amanita muscaria? O tal das ilustrações dos livros infantis?

 
E este será um a que a Maria Andrade se refere como  lactarius deliciosus,?


As fotografias que se seguem, foram tiradas durante os passeios de fim de dia, que faço pelas imediações da minha casa.

Desde criança que as folhas me fascinam. Recordo-me do herbário que construí, nos tempos de estudante, e do prazer que sentia na recolha das diferentes folhas.


 Gosto do efeito, conseguido nesta fotografia. Parece um túnel de vegetação e não é. Coloquei a máquina ligeiramente inclinada, num muro e surtiu este efeito.


Correndo o risco de vos aborrecer, coloco só mais esta. Acho-a patusca. Tem qualquer coisa de humano :)
 Parece uma cabeça devidamente encapuzada. Apetece até agarrar num marcador e desenhar-lhe uma cara, sorridente de preferência.
Um abraço 
Maria Paula






quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Travessa


Este post, surge no seguimento de outro, colocado pela Maria Isabel no seu blog, onde ela nos mostra, entre outras coisas, uma linda bacia de Sacavém.
Observando-a bem,comecei a achá-la parecida com esta minha pequena travessa. Os trevos são muito parecidos, e as pinceladas fininhas, parecem feitas pela mão do mesmo artista. Consigo achar semelhanças até, nos dois  tons dos verdes usados ! :)
Rio-me, porque, por vezes, à força de desejarmos uma coisa,ou de simplesmente queremos ter razão conseguimos até, distorcer a realidade.Não sei se será o caso.
Um abraço a todos.
Maria Paula

Esqueci-me de referir,de que comprei esta travessa em Braga, como sendo loiça de Barcelos.Claro, não está marcada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Basílica da Sagrada Família





A propósito da visita de Bento XVI a Barcelona, lembrei-me do quanto gosto da Basílica da Sagrada Família, e do pasmo que sempre sinto perante ela.
É nesses momentos que acredito, que haja mentes superiormente dotadas, às quais a vida, por vezes, dá oportunidade de se revelarem.
Confesso que enquanto escrevia este post, fui assaltada pela dúvida, quanto ao verdadeiro sentido da palavra pasmo. Teria um sentido pejorativo?
Fui ao dicionário claro, e quando vi como sinónimos, palavras como, admiração, assombro, espanto, todas as duvidas se dissiparam.
É mesmo assim que eu me sinto, as obras de Gaudi, que tive a felicidade de poder ver “in loco”.

A fotografia, como não podia deixar de ser foi tirada por mim, na única vez que entrei na Basílica da Sagrada Família.
Aguçaram-me a vontade de lá voltar a entrar, as imagens que vi na televisão a propósito da sua consagração.

Estou também atenta às polémicas sobre a sua conclusão. Deverá ser concluída ou não?
Desconhecia esta polémica, por isso, não tive oportunidade de reflectir sobre o assunto,mas, não sei porquê, sinto-me inclinada a pensar, que não deveria ser concluída.
Maria Paula

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Peça curiosa


Peça curiosa, esta, que me foi oferecida por uma cunhada, que se recorda dela, ainda em casa dos avós, desde os seus tempos de menina bem pequenina.
Há cerca de um mês, o casarão que sempre albergou esta interessante peça, foi vendida.Encontrava-se fechada há uma série de anos e já não servia ninguém.O seu rico recheio foi dividido pelos  herdeiros,que, com casas  já à partida bem recheadas, não conseguiram albergar tudo quanto gostariam. Com bastante pesar,restou-lhes  vender o que tinha valor comercial, mas...mesmo assim, muita coisa continuou a sobrar.
Resolveram então,  estes cinco irmãos, oferecer o que restava, às pessoas amigas,e que sabiam de antemão que iriam estimar.Foi assim, que entre outras peças, esta que hoje mostro, me veio parar às mãos.


Penso que o motivo decorativo será uma variante da série "País" e é composta por duas peças.Um prato e seu suporte.
Já sabem como eu sou com termos técnicos...corrijam-me se for caso disso :)

O suporte



A base



O verso da base



Pormenor da base



Segundo informação da minha cunhada, esta peça, não era, tal como eu pensava uma fruteira, mas sim um  escorredouro de copos.De facto, os treze pequenos buracos no centro do prato, parecem justificar a explicação, e o espaço que ocupam, corresponde, nem mais nem menos  ao diâmetro do bocal de um copo.Só comporta 4 copos.

Sempre que olho para a peça que designo como "suporte", não posso deixar de pensar na linda peça que a Maria Isabel, nos mostrou outro dia e que serviu de mote para as mais diversas especulações sobre a sua funcionalidade. Será que se desvendou o mistério?
Um abraço
Maria Paula

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Marca molheira

Ora cá está a marca, o mais ampliada possível.
Não consegui usar a técnica de fazer contrastar a marca. Não resultava. Muito certamente,falta de jeito da minha parte.:)

A ser de facto da marca COPELAND, a letra que eu pensava ser um J, é o que resta da letra O.
Quanto ao C, ou já não se consegue ver, ou nunca existiu, e aí voltamos à estaca zero.
No fim da palavra, existe uma pequena marca, que poderá muito bem ser algum vestígio da letra D, e não é visível na foto
 Eu sinto-me inclinada para que a palavra que tentamos descobrir seja realmente COPELAND. Aliás,se bem repararmos, nas minhas tentativas, eu chegava à  palavra JPELAN. Mesmo assim, devolvo a palavra, aos entendidos.
Seja ou não, resta-me agradecer todos o interesse, muito especialmente à Maria Andrade e ao Manel.
Um abraço a todos e boa semana
Não me conformo com o facto de não ter conseguido seguir a sugestão do Manel. De repente ocorreu-me que poderia editar a foto. Foi o que fiz. Parece-me mais legível, assim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Molheira

Numa manhã de sábado, e cumprindo um quase ritual, fui ao centro de Braga.
Infelizmente, sou mais uma cidadã, que por motivos que se prendem com a organização do quotidiano pessoal e a organização das nossas cidades, já não se desloca diariamente ao centro, como ainda o fazia há meia dúzia de anos.
Tenho pena que assim seja e, certamente também terei alguma responsabilidade nisso, mas falta-me, talvez, o amor à terra, de um filho natural, para pelejar pela revitalização do seu centro.
Mas, dizia eu, que numa dessas manhãs, entrei numa casa de velharias,onde nunca tinha entrado, pois encontrava-a sempre fechada. Pensei até que falira o negócio...Engano meu!
Esta casa, dedica-se mais a candeeiros antigos, seu restauro e  electrificação.Fiquei maravilhada com a variedade de globos existentes, mas não foi por aí que me "perdi".
Em cima de uma velha cómoda pejada de variadíssimos objectos vi esta molheira com que me encantei, mesmo ainda sem lhe ter posto a mão :) Estava lá atrás, meia escondida, completamente desvalorizada.
Fiquei admirada, quando vi que ainda tinha a concha! Sei pelo Luís, que não é frequente encontrarem-se as duas peças.Pensei, o homem vai pedir-me balúrdios!
Nada disso! Quando ele me disse que a peça custava  7 €, fiquei perplexa! Claro que a trouxe logo
Aqui está ela
 Gosto da sua decoração, não só pelo azul, gosto comum a muitos de nós, mas também pelas flores, que me fazem lembrar as dos morangueiros. Serão?

A concha. Linda, elegante e em perfeito estado.


Já em casa,e com a molheira lavada pus-me a investigar. O primeiro pormenor em que reparei,  foi no veio que se vê  ao longo de toda a peça. Será que ele revela algum processo mais remoto de fabrico?


Depois, para grande excitação minha, vi que as peças estavam marcadas e que as marcas, não eram exactamente iguais. Com uma lupa que andava aqui por casa, (dos tempos em que o meu filho mais novo queria ser detective :)), tentei reproduzir o desenho da marca, coisa que não consegui, pois é demasiado elaborado.

Esta é a marca da molheira.É impressa na pasta e forma uma coroa.
Do conjunto de letras parece que consigo decifrar a palavra J PELAN. Mas o J, poderá ser um O...
Claramente consegue-se perceber do outro lado da coroa a letra T, o número 82 e um Z.

A marca da concha


Armada em investigadora,e, não me perguntem porquê, convencida de que a origem desta peça é inglesa, andei durante uma temporada, um bocado obcecada com estas marcas. Pensei que rapidamente as identificaria. Engano meu. Esta questão de marcas é muito vasta. Encontrei muita, muita informação,mas não adiantei nada.Só um pequeno denominador comum entre as marcas de algumas fábricas e as desta molheira; os desenhos não são efectuados com um só traço, mas sim "picando"  a pasta a curtos intervalos. O conjunto das pequenas marcas assim conseguidas, acaba por formar o desenho pretendido. É o caso da marca da concha.
Durante as várias pesquisas que fiz na net encontrei um site que não sei se conhecem. Acho-o interessante, por isso deixo-o aqui
http://www.oldandsold.com/pottery/greatbritain1.shtml
Tentar descobrir a origem desta peça, já se tornou um desafio :)
Aceitam-se ajudas :)
Um abraço
Maria Paula

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Outono com flores

Em época de muito trabalho, da inevitável gripe, e do tristonho jardim,fui rever as fotografias das minhas plantas.Como elas floriram!Parece que as vejo melhor assim, isoladas,parecem-me mais bonitas e juro que não editei!Foram todas plantadas por mim.
Já aqui disse, que tenho um prazer imenso em comprar as plantas pequeninas e depois vê-las crescer...dever ser a costela de lavrador a fazer-se sentir.
Uma boa semana a todos.



domingo, 3 de outubro de 2010

Divagações

Ilustrando a constatação que venho fazendo, sobre sobre as diferentes representações das alminhas, no norte e sul do país, e no seguimento de um comentário que fiz no "Velharias do Luís",deixo aqui três fotografias.
As duas que se seguem foram tiradas em Braga,a caminho do Bom Jesus e pertencem à mesma alminha.
A primeira mostra o seu aspecto geral, e a área envolvente, podendo-se perceber pelas flores e círioS ali colocados permanentemente, que ainda são local de devoção.A segunda é um pormenor, que valem mais do que todas as minhas divagações.








Esta terceira, foi tirada numa aldeia do Douro perdida na serra. Como sempre, infelizmente, não apontei o seu nome. Prometo emendar-me.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A minha cadela

Não pertenço ao grupo de pessoas que ame indiferenciadamente os animais, nem pertenço a nenhuma associação para a sua defesa (esclareço que acho os seus princípios e trabalho muito meritórios);
-Acho cruel o seu abandono e maus tratos;
- Quando oportuno, vou fazendo campanha, entre os meus amigos, a favor da adopção, em detrimento da compra dos seus animais de estimação;
Tudo isto para dizer que o bicho (assim lhe chama o meu filho mais novo) da foto, pertence ao rol daquilo que eu gosto.
É bicho sim, e de seu nome próprio, Lucky. Em família dá pelo nome de Mademoiselle, ou melhor dizendo Mamosel.
Esta cadelita, que conhece cada expressão do nosso rosto, e distingue os diferentes tons das nossas vozes, agindo depois em conformidade, apareceu a vaguear na minha rua, há talvez uns dez anos. Abandonada! Metia dó. Tentámos resistir-lhe. Mas ela foi uma lutadora. Aparecia todos os dias, à espera da comida e do afago. Acabou por vencer. Hoje é dona e senhora do jardim, da casa, nem tanto:) Ladra a estranhos que passem na rua, como se esta fosse propriedade dela também,não há melro que ela não ameace com as suas correrias doidas,e agora, por fim, compete no ladrar, com o cão do vizinho (salvo seja, coitado do senhor, que por sinal é o meu irmão :),
Atrás dela vieram os gatos! Vadios e esquivos como eu gosto. Só aparecem à noite, com mil cautelas e depois da Mamosel se recolher! Vêm, para lhe comer a comida que ela desdenha. Ela bem que dá por eles e ladra que se farta, mas a essa hora não lhes pode chegar e a gataria sabe disso....daí a sua assiduidade nocturna.
Maria Paula

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Azulejos meus

Cá estão os azulejos de que falei outro dia ao Luís.
Comprei-os como sendo do século XIX, mas réplica de um padrão do século XVIII.
Sejam de um século ou de outro gosto deles. Gostei ainda mais, do tempo em que estive  a
tentar compor o friso. É uma loja com uma grande variedade de azulejos.
Fiquei estupefacta com o preço que atingem os azulejos Arte Nova! Estavam a ser vendidos a
30€ !!
Mas voltemos aos meus.
Como não os quero integrar na parede, e não gosto deles encaixilhados, andei a matutar na
solução para resolver o imbróglio.
Colei-os sobre  uma placa de acrílico, e ….ainda não têm sítio certo.
Gosto de ponderar antes de me decidir por situações mais ou menos definitivas.
Uma coisa é certa, vou seguir o sábio conselho do Luís e quando os fixar, não será à altura dos
olhos (confesso que me estava a preparar para o fazer), nunca tinha reflectido sobre este
ponto de vista , a altura a que se devem colocar os azulejos.
Neste momento estão simplesmente pousados em cima do rodapé.


domingo, 19 de setembro de 2010

Maçarocas

O post do Luís sobre o forno do solar,e os vários comentários que foram feitos,para além de avivarem as minhas memórias longínquas, fizeram-me recordar esta foto tirada há já alguns anos, numa pequena eira junto ao Mosteiro de Cête em Paredes.
Como hoje a acho mais bonita do que naquela altura, coloco-a aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Companheiro de viagem

Por hábito, não fotografo  pessoas e muito menos à socapa. Sinto-me como se lhes roubasse a alma..Mas com esta criança não resisti...Viajámos juntos, de comboio, entre Bruxelas e Haia.Não nos conhecíamos.Mas como todas as crianças depressa entabulou conversa comigo.Para ele, não foi obstáculo a diferença de línguas.Passou grande parte da viagem(nos períodos em que não dormia no colo da mãe) a tentar ensinar-me a dizer as cores em holandês.Estendia-me um lápis de cor de cada vez, e ia enunciando o nome de cada uma delas: eu entrava no jogo e repetia, coisa que ele achava imensa piada.Houve muito desenho sarrabiscado por mim, para ele:desenhei ( logo eu que não tenho habilidade) gatos, cães, pássaros, carros, ...Quando a viagem acabou, levou consigo um bloco, cheio de desenhos que lhe fui fazendo. Eu, dele, trouxe o sorriso reflectido no vidro da janela.Hoje deverá ser um rapazinho dos seus oito ou nove anos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pires de Sacavém

Num dos últimos dias de férias,em passeio vespertino pelo Porto e na companhia de uma cunhada muito querida, que tal como eu é amante de tralhas e velharias (embora ela tenha peças fabulosas), depois de um grande périplo por casas do género, já cansadas e até um pouco frustradas porque não tínhamos comprado nada de nada (quem conhece esta sensação?), passamos por mero acaso pela rua do Almada. Para nosso gáudio,estava a abrir  a loja da irmandade Emaús, que só abre as portas ao público, a partir das 19 horas, penso que para salvaguardar qualquer  problema concorrencial.Vale  a pena entrar!
Encontra-se de tudo! Desde bicos de  velhos fogões a  ferramentas, livros, roupas,mobílias (algumas peças muito interessantes),loiças antigas e modernas, há artigos para todos o género de bolsas e gostos.Pela minha descrição, até se poderá pensar que a loja é uma grande confusão. Nada disso! A loja está muito bem organizada e as senhoras que lá estavam uma simpatia.
O pires que vos vou mostrar, estava numa prateleira,no meio de uma quinquilharia imensa. Dali, podia-se comprar até 10 artigos por 1€.Só trouxe o meu pires.Cativou-me logo pelas suas elegantes riscas azuis, e o risquinho dourado que as circunda. É de Sacavém.Com sorte, um dia, encontrarei a chávena que lhe pertence e aí a história deste pires será muito mais completa. Ah! Este pratinho tem lugar de destaque na minha sala :)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O prometido é devido.

Quando ontem visitava o  Arquitectura D'ouro vi a fotografia de um aldraba, que em tudo me fez recordar outra, por mim fotografada,há já alguns tempos, algures na região do Douro.
Prometi publicar aqui a minha foto, e como o prometido é devido...