quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Resplendor
Chamo a esta peça, resplendor. Estará correcta a designação?
O termo resplendor,não se aplica só ao semicírculo, com raios luminosos, que encaixa na cabeça das imagens religiosas? Mas como resplendor significa , auréola, brilho,não se aplicará este termo, também, a peças como esta?
A peça que aqui mostro,foi comprada por uma ridicularia, numa feira de angariação de fundos, que o "meu" agrupamento de escolas, realiza todos os anos. É uma actividade interessante,que envolve toda a comunidade escolar, e, onde se vende de tudo.Tudo, o que é oferecido pela própria comunidade.Dá uma trabalheira dos diabos,mas entre o "tem que ser", e o divertido, lá vou participando todos os anos, como vendedora :) Este ano, calhou-me em sorteio, ficar na tenda dos livros usados.Tive sorte com a companhia, e com as vendas também.
Bom, a feira foi a um sábado, e eu, sem querer exagerar, acho que na segunda-feira seguinte, já estava à porta de uma casa de artigos religiosos, para mandar restaurar a peça.
Pediram-me 40€, pelo restauro. Intuitivamente, achei caro ( não ando a par do preço destes trabalhos), e hesitei..Justificaram, que seria utilizada folha de ouro e não purpurina, que a peça merecia, etc.. O certo, é que, com a vontade que estava em ver a peça restaurada, fechei os olhos, e concordei.
Quando a fui buscar, fiquei um bocadinho decepcionada. Achei-a demasiada dourada.
Hoje, que já se passaram uns três anos sobre a compra,parece-me, menos brilhante,consequentemente mais bonita. Não sei, se sou que já me habituei, ou, se o tempo, já conseguiu realmente esbater a cor.
Maria Paula
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Casa que faz sonhar
O post do Luís, " A casa dos Cunha na Rua Direita de Chaves", catapultou alguns dos comentadores, para o mundo dos sonhos. O sonho de ter a casa X, num lugar de sua eleição.
Não comentei esse post, pois pouco teria a acrescentar, mas ele teve o condão de também me transportar até "à minha casa X".
E diga-se que tenho várias; uma, seria na minha longínqua terra natal e teria com toda a certeza cancelas em madeira, pintadas de vermelho, outra, poderia ser perto de uma qualquer praia, a terceira seria obrigatoriamente em Lisboa,no seu coração de preferência e, por fim, uma muito velhinha, para que eu tivesse o prazer de a restaurar, sem lhe alterar a traça original, e ter o gosto de dar nova vida aos materiais que nela tivessem sido utilizados nesses tempos distantes.
Percebe-se, que não será por falta de sonhos, que serei infeliz :)
Bem perto da minha casa, da verdadeira, existe uma, com a qual me "cruzo" todos os dias, e que também me faz sonhar, imaginando eu, o que faria, se ela fosse minha.
Tenho fotografias dela, ou melhor de pormenores.Não consigo uma boa fotografia de toda a casa. Falta de técnica e de ângulo:)
Está abandonada há décadas. Está, agora à venda.
Ei-la!
O portão da entrada principal
Não comentei esse post, pois pouco teria a acrescentar, mas ele teve o condão de também me transportar até "à minha casa X".
E diga-se que tenho várias; uma, seria na minha longínqua terra natal e teria com toda a certeza cancelas em madeira, pintadas de vermelho, outra, poderia ser perto de uma qualquer praia, a terceira seria obrigatoriamente em Lisboa,no seu coração de preferência e, por fim, uma muito velhinha, para que eu tivesse o prazer de a restaurar, sem lhe alterar a traça original, e ter o gosto de dar nova vida aos materiais que nela tivessem sido utilizados nesses tempos distantes.
Percebe-se, que não será por falta de sonhos, que serei infeliz :)
Bem perto da minha casa, da verdadeira, existe uma, com a qual me "cruzo" todos os dias, e que também me faz sonhar, imaginando eu, o que faria, se ela fosse minha.
Tenho fotografias dela, ou melhor de pormenores.Não consigo uma boa fotografia de toda a casa. Falta de técnica e de ângulo:)
Está abandonada há décadas. Está, agora à venda.
Ei-la!
O portão da entrada principal
A porta principal
Pormenor dos azulejos
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As minhas fotografias - Arquitectura urbana
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Pratos Maria Isabel
Estes pratos foram comprados, porque me perdi de amores, por um grande prato, parecido com estes, que a Maria Isabel mostrou no seu blogue.
Como tenho sorte, passado dias, vi dois muito parecidos, à venda num dos sites de leilões, que por aqui pululam, e que eu visito com alguma assiduidade, a maior parte das vezes, só para olhar.
Não perdi tempo, comprei-os de imediato, e na altura, disse à Maria Isabel que iria fazer um post para lhos mostrar. O tempo foi passando,e apesar de não me ter esquecido do que dissera, outros "assuntos" surgiam,relegando est post, para o fim da lista :)
Hoje, seria imperdoável da minha parte não os mostrar.
Sou dona e senhora de dois lindos pratos, sei falar em fábrica de loiças do Outeiro, em Águeda,( e não só!) tudo, porque já não sei muito bem como, um dia descobri o Lérias e Velharias.
Um bem haja, Maria Isabel.
Bom fim de semana a todos
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Cogumelos...e não só.
Dando seguimento ao comentário que fiz ao post da Maria Andrade, sobre cogumelos e não só, mostro-vos hoje, duas fotografias que tirei na região do Douro. Atravesso tantas serras e vales, que nunca sei muito bem por onde ando, daí a falta de referências mais precisas.
Entusiasmo-me tanto com a beleza dos sítios que calcorreio, que me falta depois, disponibilidade mental para tirar notas, que depois, bem sei, me fazem falta.
Será este cogumelo um amanita muscaria? O tal das ilustrações dos livros infantis?
E este será um a que a Maria Andrade se refere como lactarius deliciosus,?
Entusiasmo-me tanto com a beleza dos sítios que calcorreio, que me falta depois, disponibilidade mental para tirar notas, que depois, bem sei, me fazem falta.
Será este cogumelo um amanita muscaria? O tal das ilustrações dos livros infantis?
E este será um a que a Maria Andrade se refere como lactarius deliciosus,?
As fotografias que se seguem, foram tiradas durante os passeios de fim de dia, que faço pelas imediações da minha casa.
Desde criança que as folhas me fascinam. Recordo-me do herbário que construí, nos tempos de estudante, e do prazer que sentia na recolha das diferentes folhas.
Gosto do efeito, conseguido nesta fotografia. Parece um túnel de vegetação e não é. Coloquei a máquina ligeiramente inclinada, num muro e surtiu este efeito.
Correndo o risco de vos aborrecer, coloco só mais esta. Acho-a patusca. Tem qualquer coisa de humano :)
Parece uma cabeça devidamente encapuzada. Apetece até agarrar num marcador e desenhar-lhe uma cara, sorridente de preferência.
Um abraço
Maria Paula
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Travessa
Este post, surge no seguimento de outro, colocado pela Maria Isabel no seu blog, onde ela nos mostra, entre outras coisas, uma linda bacia de Sacavém.
Observando-a bem,comecei a achá-la parecida com esta minha pequena travessa. Os trevos são muito parecidos, e as pinceladas fininhas, parecem feitas pela mão do mesmo artista. Consigo achar semelhanças até, nos dois tons dos verdes usados ! :)
Rio-me, porque, por vezes, à força de desejarmos uma coisa,ou de simplesmente queremos ter razão conseguimos até, distorcer a realidade.Não sei se será o caso.
Um abraço a todos.
Maria Paula
Esqueci-me de referir,de que comprei esta travessa em Braga, como sendo loiça de Barcelos.Claro, não está marcada.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Basílica da Sagrada Família
A propósito da visita de Bento XVI a Barcelona, lembrei-me do quanto gosto da Basílica da Sagrada Família, e do pasmo que sempre sinto perante ela.
É nesses momentos que acredito, que haja mentes superiormente dotadas, às quais a vida, por vezes, dá oportunidade de se revelarem.
Confesso que enquanto escrevia este post, fui assaltada pela dúvida, quanto ao verdadeiro sentido da palavra pasmo. Teria um sentido pejorativo?
Fui ao dicionário claro, e quando vi como sinónimos, palavras como, admiração, assombro, espanto, todas as duvidas se dissiparam.
É mesmo assim que eu me sinto, as obras de Gaudi, que tive a felicidade de poder ver “in loco”.
A fotografia, como não podia deixar de ser foi tirada por mim, na única vez que entrei na Basílica da Sagrada Família.
Aguçaram-me a vontade de lá voltar a entrar, as imagens que vi na televisão a propósito da sua consagração.
Estou também atenta às polémicas sobre a sua conclusão. Deverá ser concluída ou não?
Desconhecia esta polémica, por isso, não tive oportunidade de reflectir sobre o assunto,mas, não sei porquê, sinto-me inclinada a pensar, que não deveria ser concluída.
Maria Paula
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As minhas fotografias - Arquitectura urbana
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Peça curiosa
Peça curiosa, esta, que me foi oferecida por uma cunhada, que se recorda dela, ainda em casa dos avós, desde os seus tempos de menina bem pequenina.
Há cerca de um mês, o casarão que sempre albergou esta interessante peça, foi vendida.Encontrava-se fechada há uma série de anos e já não servia ninguém.O seu rico recheio foi dividido pelos herdeiros,que, com casas já à partida bem recheadas, não conseguiram albergar tudo quanto gostariam. Com bastante pesar,restou-lhes vender o que tinha valor comercial, mas...mesmo assim, muita coisa continuou a sobrar.
Resolveram então, estes cinco irmãos, oferecer o que restava, às pessoas amigas,e que sabiam de antemão que iriam estimar.Foi assim, que entre outras peças, esta que hoje mostro, me veio parar às mãos.
Penso que o motivo decorativo será uma variante da série "País" e é composta por duas peças.Um prato e seu suporte.
Já sabem como eu sou com termos técnicos...corrijam-me se for caso disso :)
O suporte
A base
O verso da base
Pormenor da base
Segundo informação da minha cunhada, esta peça, não era, tal como eu pensava uma fruteira, mas sim um escorredouro de copos.De facto, os treze pequenos buracos no centro do prato, parecem justificar a explicação, e o espaço que ocupam, corresponde, nem mais nem menos ao diâmetro do bocal de um copo.Só comporta 4 copos.
Sempre que olho para a peça que designo como "suporte", não posso deixar de pensar na linda peça que a Maria Isabel, nos mostrou outro dia e que serviu de mote para as mais diversas especulações sobre a sua funcionalidade. Será que se desvendou o mistério?
Um abraço
Maria Paula
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