sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas festas

A todos os seguidores e comentadores do meu blogue especialmente aos que  me  mimam com  os seus assíduos e generosos comentários  desejo um bom Natal e, para contrariar o que por aí se prevê, que o   novo ano seja cheio de prosperidades e que a alegria e saúde nunca nos faltem.
Um dente-de-leão do  meu jardim, que fotografado em modo macro, parece formado por  estrelas,  bem mais bonitas que todas as plásticas e sonoras que vemos por aí.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Porta, janelas e... verde

Algumas fotografias dos meus álbuns. 

A esta primeira, tirada em 2008 dei-lhe na altura, o título de "Sombra do presente, em porta do passado". Atraiu a minha atenção, a sombra do pinheiro  projetada na velha  porta e as diferentes texturas que fazem parte do conjunto.

 
Esta segunda foto foi tirada em Lamego, a uma casa do degradado bairro da Ponte,  local em que  se começa  a descer em direção ao rio Balsemão.
Gostei da  chapa ondulada  pintada de azul e do friso castanho.A  floreira completa o conjunto, justifica o clique e fez-me pensar que a beleza se pode encontrar nos sítios mais inesperados.

Há um ano atrás, durante uma caminhada no Parque Nacional  da Peneda Gerês. Gosto do verde constante da vegetação e do musgo, (talvez reminiscências de uma infância passada a mil metros de altitude  e rodeada de vegetação luxuriante) que me fazem discordar de Miguel Torga que considerava  o Minho demasiado verde e monótono.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Chávena de café

Aproveitando a folga deste feriado (dizem que o último neste dia), mostro uma chávena de café que acho bonita.
É feita  numa porcelana muito fina, leve, translúcida,apresenta um ligeiro relevo e penso que corresponde ao que  normalmente se designa por "porcelana casca de ovo". 
A decoração principal, um motivo vegetalista muito suave que não consigo identificar, "abraça" a chávena, com a representação de um ramo onde poisam vários pássaros, que a mim, que nada sei sobre aves, me parecem pardais.



Nesta fotografia do primeiro grupo de pardais, que fotografei em modo macro, pode-se perceber que nos contornos foi usada uma técnica de pintura que eu suponho designar-se por "ponteado". Olhando para a chávena, não se consegue perceber este pormenor.

O último grupo de pássaros, termina já quase junto à asa, que é muito bonita no seu estilo rendilhado.
A chávena não está marcada, mas parece-me antiga.Esqueci-me de referir, que tanto a chávena como o pires, estão debruadas a dourado e foram comprados à já minha amiga, D. Isabel, da Casa do Assade em Grimancelos.
Contando ter uma próxima semana mais suave,e portanto ser mais assídua afastando o pó do meu blogg :) desejo-vos um bom fim de semana.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Prato com aba raiada

A aba raiada deste prato e a decoração central tornam-no diferente do habitual.
Comprei-o na Guarda, numa das últimas semanas do verão passado, seduzida precisamente por estas diferenças decorativas.
O desenho central, a mim, sugere-me uma palmeira no meio de um jardim, ladeada de duas cancelas e, talvez, duas aves. A "ave" do lado direito, dita-me a imaginação poderá ser um beija-flor, mas como os olhos veem coisas diferentes, cá em casa, há quem veja um lago, um repuxo e, os meus beija-flor, transformam-se  em pombas.


A fotografia de baixo pretende mostrar um pormenor das diferentes faixas decorativas. Prefiro a última, que me faz lembrar a espiguilha, adorno que tanto usei, na roupa dos meus filhos quando eram bebés  e,que continuei a usar  nos bibes da minha filha.

A marca! Quando  a vi convenci-me que havia uma igual no Dicionário Marcas de Faianças  e Porcelana Portuguesas,e que, portanto, identificaria rapidamente este meu prato. Engano meu. Há várias sim, idênticas a esta no tipo do desenho da letra, ou pincelada mas, igual nenhuma.
Fiz várias pesquisas, que passou até pelo nome de alguns oleiros, mas não encontrei nenhuma referência que me fizessem aproximar da identificação desta marca.
Numa das últimas feiras aqui em Braga, vi um pequeno bule, não marcado, decorado com estas riscas e em todo o resto, me pareceu serem peças da mesma fábrica.. Pediam uma exorbitância por ele ( coisa que não aconteceu com este prato),  portanto lá ficou em cima da banca, desafiando novos olhares.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Chávenas

Acho piada às coincidências de gostos e compras que por vezes acontecem entre os membros desta pequena comunidade  que partilha os mesmos interesses, mesmo não se conhecendo e vivendo a quilómetros de distância uns dos outros, não havendo por isso,  oportunidade de se influenciarem mutuamente. Claro que não me refiro a algumas compras que, no meu caso, já fiz, porque influenciada pelo que fui vendo "aprendi" a gostar de determinada padrão, ou fabricante, como é, por exemplo  o caso destes pratos.

Ontem, quando vi estas taças da Maria Andrade percebi que havia mais uma coincidência, pois, há bem pouco tempo, comprei na feria de velharias de Barcelos uma chávena de café que, para além do mesmo padrão é igualmente obra do mesmo fabricante.
Cá está ela.


As marcas e sinais do pires e da chávena não são  iguais. Será que acontece o mesmo com as taças da Maria Andrade?
O tardoz do pires é  igual ao da Maria Andrade, variando talvez na pequena sinalética.
A cor utilizada para a marca da chávena e do pires, são diferentes. 
Será que originariamente, não foram peças do mesmo serviço? Ou a cada formato corresponderia uma cor?

A chávena que se segue, não tem mistérios e foi comprada no mesmo dia. É da Vista Alegre, pintada à mão e os seus tons, de rosa e lilás tornam-na diferente do habitual.
Apesar de ter consultado com muita  atenção o Dicionário Marcas de Faiança e Porcelana Portuguesas,  não consegui encontrar nenhuma marca exatamente igual a esta, pelo que tomo como referência  a mais parecida e que sendo assim, situa o fabrico desta chávena entre 1894/99.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dançando ao vento

Num outono que teima em não aparecer e num época de árduo e inglório trabalho, revisito alguns locais que calcorreei em outros tempos não muito distantes.

A foto que se segue, e a que dei o título "Dançando ao vento", foi tirada durante uma caminhada em plena serrania, da qual  já não recordo o nome.
Estes ramos secos e retorcidos, tendo a serra como cenário lembraram-me os movimentos graciosos do ballet clássico, e não resisto em fazer "dois em um" e juntar a este post  um video de um dos momentos do 4º ato do  Lago dos Cisnes.


 Margot Fonteyne e Rudolph Nureyev, é um par mítico para as pessoas da minha geração, que gostam de dança clássica, não só pelo grande virtuosismo das suas técnicas, mas também, pelas  histórias de vida de cada um deles, especialmente a dele que, nascido na Rússia Soviética, dá o "salto" para  Ocidente quando se encontrava em digressão em Paris. Já  em pleno aeroporto, para iniciar a sua viagem de regresso a Moscovo, quebra as barreiras de segurança e pede asilo político. Cresci e formei-me enquanto pessoa ouvindo e lendo comentários e críticas enaltecendo a obra destes dois bailarinos. Recordo que fiquei estupefacta quando descobri, que entre os dois, que interpretaram  essencialmente pares românticos havia uma diferença de vinte anos! Aqui fica um pas-de-deux memorável.

Tirada no mesmo dia, e ma mesma serra. Gosto do contraste entre os diferentes elementos e cores. O céu azul confunde-se com o verde da vegetação e cria a ilusão de uma linha curva. 



Estes troncos, não pertencem a nenhum dos cenários do filme "O senhor dos Anéis", mas antes, à Mata do Buçaco. Não será preciso uma mente muito fantasiosa, para  imaginar, neste lugar mágico, Elfos, anões e Orcs, a saltarem,  de cada um dos frondosos e, por vezes húmidos trilhos.
Vale a pena uma visita a este local, pelo seu  grande património botânico, arquitetónico, religioso, militar e histórico. O hotel, que já foi  palácio, é sublime! Só o conheço por fora ! :)

domingo, 2 de outubro de 2011

Prato em faiança

Gosto deste prato com um peru azul, pintado no centro. De todos os pratos rústicos que tenho, este, é do que mais gosto.

Do que vou observando, parece-me que este tema, não é frequente na decoração das nossas faianças, sendo mais vulgar nas faianças inglesas.
Apesar desta minha constatação e mesmo não estando  marcado, não duvido da sua origem portuguesa. O tipo de pasta é muito semelhante a outros que andam cá por casa incluindo o seu tom  amarelado. Talvez isto, não baste para concluir nada, mas é esta a minha convicção.


Se para representar a folhagem, não restam dúvidas, que foi utilizada o esponjado, já para o peru, não sei, qual foi o tipo de técnica usado. Parece-me uma técnica mista, em que sobre o esponjado, aplicaram um stencil, para melhor conseguirem os pormenores.

Este meu prato, para além de colado está gateado e, nenhum destes trabalhos está muito sólido.  A  propósito dos "gatos" e outros consertos que se faziam antigamente, descobri o blog, Past imperfect, the arte of inventive repair do Andrew Baseman  que coleciona objectos reparados com peças de metal e não podia deixar de partilhar convosco. Vejam. Tem uma coleção muito interessante e fora de vulgar.
A fotografia abaixo ainda é do meu prato :)